11 de abr de 2013

É tempo de liberdade

Sergio Henrique Speri 

Vivemos um tempo novo. Nova vida com a ressurreição de Cristo, novo Papa, novos costumes, novas realidades, até mesmo um novo Brasil. Esse novo tempo traz como uma de suas características a liberdade. Podemos afirmar que é tempo de liberdade.

Mas o que é a liberdade e como aproveitar ao máximo dessa liberdade?
De maneira bem simples, podemos falar que liberdade é a condição daquele que é livre para fazer o que quiser sem coação alguma, sem restrições. Em termos legais, a liberdade tem essa mesma característica, porém desde que respeitada os direitos dos outros. Podemos até parafrasear o dizer popular que diz que os nossos direitos terminam onde começam os direitos dos outros e dizermos que a nossa liberdade vai até onde não fira a liberdade do outro.

Partiremos, nesta reflexão, dessa liberdade legal, se assim podemos dizer, a liberdade que respeita os direitos dos outros.

Podemos, erroneamente, imaginar que a liberdade é, antes de tudo, algo conquistado pelo homem. Ainda que ele a tenha que conquistar em muitos casos que não refletiremos aqui, ela é antes de tudo uma dádiva divina, pois foi Deus que nos criou livres e foi Ele mesmo que enviou o Seu Filho Único para depois nos libertar do pecado, do mal e da morte, resgatando em nós a condição de liberdade com que Ele nos criou.

Poderia Ele ternos criando como “marionetes” e controlar toda a nossa existência, mas preferiu nos criar livres.

De certa forma podemos dizer que a liberdade que Deus nos concedeu se assemelha a liberdade legal falada logo acima, pois permitiu que fizéssemos tudo, pedindo apenas que não feríssemos o Seu direito – se assim podemos dizer – e não avançássemos à árvore do meio do jardim (conf. Gn 2, 17). Na verdade essa “proibição” era para nos preservar, era uma “proibição” amorosa, semelhante a que fazemos aos nossos filhos com relação às drogas, bebidas, etc.

Muitos defenderão uma liberdade total e irrestrita, sem essa “proibição amorosa”. Deus é Pai. Qual é o pai que deixará seu filho, gozando de sua liberdade colocar a mão fogo, tomar veneno, brincar com uma fera...? Nós pais precisamos dar liberdade aos nossos filhos integralmente ou precisamos impor limites?

Deus não nos criou para sermos “lançados” na Terra, à mercê da nossa sorte. Deus teve um propósito ao criar a humanidade e são Paulo nos revela que esse propósito é de “servirmos à celebração de sua glória” (Ef 1, 12). Não somos nós que damos a glória a Deus, Ele já a tem, na verde Ele já tem toda a glória, mas quis nos criar para, na celebração da Sua glória, nós sermos os servos e, se não o fazemos, estamos contrariando a razão principal da nossa vida.

Encerrando esta brevíssima reflexão, respondo a segunda questão por mim proposta. Aproveitaremos o máximo da nossa liberdade realizando o propósito da nossa criação. São Paulo já nos falava que "tudo me é permitido, mas nem tudo convém. Tudo me é permitido, mas eu não me deixarei dominar por coisa alguma. Tudo é permitido, mas nem tudo é oportuno. Tudo é permitido, mas nem tudo edifica". (1Cor 6, 12; 10,23)

Queres ser completa e plenamente livre? 
O pleno gozo da nossa liberdade está em fazermos a vontade de Deus.



Nenhum comentário: